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8º Bienal do MERCOSUL –
Projeto Pedagógico – 27/09/2011, professores da Escola Estadual Carinha de Anjo
de Canoas visitam a mostra Geopoéticas no Cais do Porto Foto: Camila Cunha/Índicefoto.com
Fonte: http://www.bienalmercosul.art.br/noticia/1052, Acessado em:
31/10/2011
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Mediação – Definições e importâncias do trabalho do mediador
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Três Pretos Velhos







quinta-feira, 14 de outubro de 2010
As três torneiras e eu...
O que dizer sobre esse trabalho?
A inspiração veio da proposta de trabalho surgida na disciplina Ateliê de desenho III do curso de artes visuais da UFRGS.
Pois bem, a proposta inicial era trabalhar desenhos de observação utilizando um mesmo objeto como modelo. Seria interessante que esse objeto não possuísse nenhuma carga artística sobre si, ou seja, que não fosse nenhum tipo de artesanato, lembrança ou enfeite. Partindo desta proposta, ao vasculhar meu ateliê atrás de algo que pudesse me interessar, acabei me deparando com uma velha torneira de latão.
Fui atraído imediatamente pela forma daquele objeto, sem falar na textura de metal dourado naturalmente envelhecido somados a possível memória que teria aquele objeto. De que época era aquela torneira? Década de 50, 60 ou 70? Em fim, só sabia que era bem antiga. Quantas pessoas já estiveram em frente a ela pelos mais variados motivos, lavar uma roupa em um tanque de cimento, ou então engatar uma velha mangueira para lavar o carro em um domingo de 1965 ou 67, não importava, só sabia que havia muita história sobre aquele objeto e foi ele que escolhi para representar em meus desenhos de observação.
Seguindo a primeira proposta representei a torneira sob varias perspectivas, testei materiais indo do nanquim ao grafite, sobre o papel jornal, Kraft e sulfite. Produzi inúmeros desenhos desde os rascunhos mais toscos até os mais elaborados. Vencendo essa proposta, surgia uma nova. O objetivo agora era representar o próprio corpo a partir da observação direta, ou seja, somente o que conseguíamos enxergar sem auxilio de espelho, fotografia ou projeções quaisquer. Deveríamos descobrir uma maneira para que nossa matéria pudesse entrar no desenho, de que modo poderíamos acessar nosso objeto representado na forma bidimensional.
Após infindáveis tentativas, encontrei o que poderia ser o melhor caminho para acessar o objeto. Tendo isso em vista, agora era só mergulhar na terceira proposta que se resumia em juntar os desenhos do próprio corpo aos desenhos do objeto em um suporto de dimensões capazes de abrigar ambos em escala aumentada.
Para realização do trabalho utilizei pastel seco e fixador. Para viabilizar a representação, concebi três perspectivas distintas da torneira e as distribuí na metade superior da composição. Reservei a parte inferior ao corpo, o posicionando de modo que pudesse estabelecer uma relação interativa com as torneiras. Para resolver o fundo do trabalho, busquei repetir os padrões criados pela união desencontrado dos módulos que compunham o suporte do desenho. Isso tudo você confere em “As três torneiras e EU...”.
"As três torneiras e eu..."; Lucas Strey 2010
Pastel Seco e fixador
190 x 120 cm ²
"As três torneiras e eu..."; Lucas Strey 2010
Pastel Seco e fixador
190 x 120 cm ²
"As três torneiras e eu..."; Lucas Strey 2010
Pastel Seco e fixador
190 x 120 cm ²
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Desenho-Instalação "O que vemos, o que nos olha"
Caso o desenho em si seja, não um projeto, e sim o próprio trabalho de arte, o artista não encerra suas preocupações com o simples cessar das linhas. Quando damos um desenho por acabado, surge então um novo problema. Como expor o mesmo, e que tipo de relações este estabelecerá com o espaço ao qual estará interagindo?
O fazer artístico no contemporâneo, além de ser um agente no “tempo” deve ser também um agente no espaço. A arte contemporânea transbordou os locais institucionalizados - museus e galerias - tornando qualquer espaço físico em um local com potencial expositivo. Contudo, a ocupação destes novos espaços - que podem ser desde ruínas de prédios desativados, passando por estações de metro até o hall de um shopping Center - devem ser muito bem projetadas pelo artista, pois todos os elementos arquitetônicos do lugar presente, serão agentes influentes na percepção do publico espectador, sendo assim, também farão parte da obra.
Quando um conjunto de obras que estabelecem uma relação sintática entre si, é exposta em um determinado espaço, a configuração que assumem dá um significado a sua percepção que se for alterado, modificará também a fenomenologia perceptiva anteriormente estabelecida. Deste modo, cada ambiente sugere uma configuração, cada configuração sugere um novo trabalho, mesmo que os elementos envolvidos sejam os mesmos.
Dentro desse conceito, resolvi criar no atelier de desenho do Instituto de Artes da UFRGS, uma instalação envolvendo auto-retratos de tamanhos que variam desde a escala pequena, passando pela natural até chegar a grandes formatos. A obra estabelece um dialogo com o livro “O que vemos o que nos olha” do critico de arte Didi Huberman. Quem não pôde ver a exposição ao vivo, pode agora conferir a edição do passeio de um espectador genérico. Torne os olhos dele os seus e mergulhe em mais este trabalho de Lucas Strey.



sábado, 3 de outubro de 2009
Exposição do Coletivo "Linhas de Trabalho" na Bienal B
Seguindo essa tendência do movimento artístico, a organização da Bienal B 2009 trouxe a proposta de expor os trabalhos de Grupos de artistas reunidos em Coletivos organizados. Frente a essa proposta, após muitas reuniões de bar e ateliê, surge o Coletivo “Linhas de Trabalho”, o grupo conta com Gilberto Menegaz, Guto Maahs, Lucas Fontana e Lucas Strey. Com evidente sucesso o coletivo inaugurou no dia 8 de outubro de 2009 às 19h30min na Alameda das Artes do Shopping TOTAL, uma mostra coletiva dentro da Bienal B 2009.
O publico compareceu fielmente a vernissage e ao “Linhas de Trabalho” foram oferecidos só elogios e boas criticas. O grupo foi feliz quanto à forma de ocupação do espaço, qualidade e apresentação das obras, escolha do vinho e programação visual do material de divulgação. Com o apoio logístico do Lápis Café, os convidados foram muito bem servidos e a mostra coletiva marcou uma reunião que deu certo.
No dia 3 de novembro a exposição foi desmontada e o livro de presença contava com mais de 250 nomes e belos comentários a cerca da exposição. Em conversa com a administração de eventos do Shopping TOTAL, fomos informados que a iniciativa do “Linhas de trabalho” em solicitar um espaço expositivo no shopping, abriu um precedente para tornar o lugar que outrora fora de uma situação esporádica e efêmera em um local permanente de exposições periódicas (essa possibilidade esta sendo analisada pela administração do Shopping).

quinta-feira, 20 de agosto de 2009
A total ausência de pedestal ou de qualquer mecanismo que isola a obra de arte do espaço em que se encontra exposta concede a mesma a liberdade de interação com o ambiente em que está inserida. A imagem criada sugere um congelamento da ação, abrindo ao espectador um leque de possibilidades de interatividade reflexiva diante da imagem tridimensional.
A obra possui o que denomino como marca própria: a arte que desenvolvo nasce do meu interior, ganha o espaço externo através da minha técnica e completa-se diante do meu espectador, provavelmente você.
"Feita de Fato"- Lucas Strey 2009Tecnica mista de metal, jornal, cola e resina
130 x 60 x 70 cm³
"Feita de Fato"- Lucas Strey 2009
Tecnica mista de metal, jornal, cola e resina
130 x 60 x 70 cm³
"Feita de Fato"- Lucas Strey 2009
Tecnica mista de metal, jornal, cola e resina
130 x 60 x 70 cm³
"Feita de Fato"- Lucas Strey 2009Tecnica mista de metal, jornal, cola e resina
130 x 60 x 70 cm³
"Feita de Fato"- Lucas Strey 2009
Tecnica mista de metal, jornal, cola e resina
130 x 60 x 70 cm³
terça-feira, 28 de julho de 2009
Projeto - “O que te prende a vida?!”
A inspiração que me moveu a realizar esse trabalho foi a vontade de fazer um rosto genérico, sem um modelo especifico. Então refleti por alguns instantes e concluí: “O que pode ser mais genérico que um crânio de um esqueleto?” Essa forma interna estrutural, comum a todos os seres humanos, traz a mim várias reflexões, e uma delas é a seguinte: por mais diferentes que sejamos uns dos outros fisicamente, quando a morte chega e a degradação natural atua sobre nosso corpo material, acabamos todos iguais.
Busquei modelar as hastes de metal, afim de atribuir leveza e movimento ao entalhe do crânio. O resultado obtido, segundo minha percepção, é a sensação de que o crânio flutua, sendo aprisionado pelas linhas de metal à base ou à superfície em que estão fixadas. Cria-se, assim, uma tensão entre as duas formas, a leveza do entalhe e o peso da pedra-base, unidos pelas linhas de metal.
Deixando a atribuição de significados e sensações especificadas a cargo do espectador, simplesmente experimento a composição de formas e materiais. Claro que tenho minhas motivações e os significados das formas aplicadas à execução do trabalho, mas acredito que esses não têm a menor serventia para o espectador no momento de fruição da poética realizada, pois somente o condicionaria a uma única percepção e interpretação, limitando as possibilidades de leitura da obra. Assim, não os comentarei nesse texto. Limito-me a empregar os significados que encontro na composição, dando o título que também fará parte da obra como mais um elemento material: “O que te prende a vida?”
Imagens do crânio de madeira entalhado em cedro
"Crânio entalhado"- Lucas Strey 2009entalhe em madeira (Angelin)
35 x 23 x 41 cm³
"Crânio entalhado"- Lucas Strey 2009
"Crânio entalhado"- Lucas Strey 2009entalhe em madeira (Angelin)
35 x 23 x 41 cm³
"Crânio entalhado"- Lucas Strey 2009entalhe em madeira (Angelin)
35 x 23 x 41 cm³
Imagens da obra parcilamente montada
"O que te prende à Vida?!"- Lucas Strey 2009tecnica mista madeira e metal
75 x 38 x 47 cm³
"O que te prende à Vida?!"- Lucas Strey 2009
tecnica mista madeira e metal
75 x 38 x 47 cm³

"O que te prende à Vida?!"- Lucas Strey 2009
tecnica mista madeira e metal
75 x 38 x 47 cm³

"O que te prende à Vida?!"- Lucas Strey 2009
tecnica mista madeira e metal
75 x 38 x 47 cm³

"O que te prende à Vida?!"- Lucas Strey 2009
tecnica mista madeira e metal
75 x 38 x 47 cm³











